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Quais são os tipos de epilepsia?

Quais são os tipos de epilepsia

Existem diversos tipos de epilepsia, uma condição neurológica muito comum que costuma afetar uma a cada 100 pessoas. Esta é uma patologia crônica que se manifesta por meio de crises epilépticas, que ocorrem em intervalos intermitentes.

O neurologista estuda quais são os tipos de epilepsia para fazer o diagnóstico correto e orientar o melhor tratamento ao paciente, que pode envolver, inclusive, o uso frequente de medicamentos.

As crises epilépticas ocorrem quando acontece uma descarga anormal de neurônios. Suas consequências variam das mais simples até as mais graves, dependendo da saúde do paciente e outros fatores relacionados com o evento.

Histórico familiar, exames físicos e diversos testes ajudam o neurologista a fazer o diagnóstico. Para que você compreenda melhor o assunto, vamos apresentar mais detalhes sobre esta doença. Boa leitura!

Como ocorre a epilepsia?

Uma crise epiléptica acontece como consequência de uma descarga cerebral considerada fora do normal. Os principais sintomas apresentados são a convulsão e a perda de consciência, que podem ser eventos esporádicos (únicos) ou recorrentes.

A epilepsia possui tratamento, mas não é capaz de ser curada com medicamentos. Isso acontece porque suas origens são variadas.

Caso a perturbação cerebral possa ser controlada, as crises diminuirão ou poderão cessar inteiramente.

Epilepsia e crises epilépticas: qual a diferença?

É importante começar dizendo que, embora os dois termos sejam usados como sinônimos, a epilepsia e as crises epilépticas não são a mesma coisa.

Sendo assim, para saber quais são os tipos de epilepsia, você precisa entender essa diferença antes.

A epilepsia é uma perturbação neurológica recorrente, enquanto a crise epiléptica é um episódio.

Alguém acometido pela epilepsia apresentará episódios constantes de crises. Por outro lado, qualquer pessoa pode ter uma crise, se vivenciar uma perturbação cerebral por diferentes motivos (como traumatismo cerebral, consumo de drogas, insolação, etc).

Ou seja: nem todo mundo que sofre um episódio de crise epiléptica tem epilepsia, mas todo paciente que tem epilepsia terá crises constantes.

Entender essa diferença é essencial ao fazer o diagnóstico para providenciar o tratamento adequado para os pacientes que estejam vivenciando a situação.

Entenda quais são os tipos de epilepsia

A epilepsia se apresenta de diferentes formas, de acordo com a maneira como ela afeta o paciente e as causas para a sua existência. De modo geral, para entender melhor esta patologia, saiba que ela pode ser separada entre: locais e generalizadas.

Algumas classificações médicas estimam que existam cerca de trinta tipos de crises de epilepsia (com esse número variando dependendo da literatura acadêmica consultada). Para os fins deste artigo, selecionamos as seis principais. Confira!

Crises epiléticas locais

Ao explicar sobre quais são os tipos de epilepsia, vamos começar pelas locais, que são aquelas que afetam apenas uma área do cérebro.

Elas são mais difíceis de serem identificadas clinicamente, a não ser quando percebidas no início. As crises locais também são conhecidas como focais ou parciais.

Crises epiléticas simples

A principal característica desse tipo de epilepsia é a não perda da consciência. Ela apresenta-se por meio de alterações nos sentidos (como perda de olfato, paladar ou audição), em movimentos involuntários, tonturas e possíveis formigamentos.

Apesar de começar sem a perda de consciência, ela pode evoluir para um dos tipos generalizados, afetando a totalidade do cérebro. Por conta disso, é importante que o paciente relate seus sintomas e busque ajuda o quanto antes.

Crise epilética complexa

Aqui também não existe a perda de consciência total, mas existe uma alteração dela. O paciente começará a ver ou perceber coisas como em um sonho, aliado a diferentes reações físicas. Esfregar as mãos sem parar ou aumento da salivação podem ser sinais.

Assim como na crise local simples, a complexa também pode evoluir para a perda de consciência.

Buscar ajuda quando se sofre dela é mais difícil (pela alteração da consciência), de modo que o ideal é que alguém esteja presente e observe o comportamento da pessoa.

Crises generalizadas

As crises generalizadas de epilepsia são aquelas em que ambos os hemisférios do cérebro são afetados. Ela é mais facilmente identificada (embora, às vezes, falsamente diagnosticada), mas também gera prejuízos maiores para o paciente que a sofreu.

Entenda melhor quais são os tipos de epilepsia nesse caso de crise generalizada.

  • De ausência

Uma das mais difíceis de diagnosticar, a crise generalizada de ausência se caracteriza pelo “desligamento” da pessoa por alguns segundos. 

O paciente não responderá ou reagirá, voltando “ao normal” algum tempo depois. Este tipo de crise se repete com frequência e atinge crianças.

  • Mioclônicas

Movimentos bruscos e repentinos são os maiores sinais de uma crise generalizada mioclônica.

Os espasmos tem breve duração e podem facilmente ser desconsiderados pelas pessoas que o sofrem, o que dificulta o diagnóstico e possíveis cuidados médicos.

  • Tônicas

Este é um dos tipos mais graves entre as crises de epilepsia, pois nele existe a perda total de consciência (o que causa uma queda), seguida pela rigidez muscular.

Também é comum que ocorra a respiração irregular e a alteração do tom de pele (para uma cor mais arroxeada). Este tipo de ocorrência exige cuidados imediatos com o paciente.

  • Tônico-Clônicas

É muito frequente que crises epilépticas do tipo tônico-clônicas sejam precedidas de ataques locais (simples ou complexos).

Este tipo costuma ser o mais associado com a epilepsia, apresentando todos os sinais comumente conhecidos pelas pessoas no geral.

Na crise generalizada tônico-clônica, ocorre a perda de consciência, queda, convulsão, mordedura da língua e outros sinais. Ela dura alguns minutos e gera também desconfortos posteriores como vômito, dor de cabeça e dores musculares no paciente.

É importante ressaltar (mais uma vez) que esses não são os únicos tipos de crises de epilepsia existentes, de acordo com as definições médicas. Por isso, é sempre primordial ficar atento para sinais que não se encaixem completamente em nenhuma das listadas aqui.

Pacientes que sofrem com epilepsia podem ter suas crises controladas a partir de tratamentos com medicamento, desde que o neurologista tenha feito o correto diagnóstico. Desta forma, os indivíduos poderão retomar suas atividades normais.

O conteúdo em que explicamos quais são os tipos de epilepsia foi elaborado pela redação do Centro de Desenvolvimento em Medicina (CDM), uma nova marca de treinamentos para médicos. Aqui no CDM você pode avaliar os cursos Médicos com matrículas abertas e iniciar já a sua formação no tema escolhido.

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