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Como colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca?

Como colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca

Monitorização cardíaca é o nome dado ao procedimento de registro contínuo da atividade elétrica do coração de um paciente. O objetivo é permitir que a equipe médica possa fazer um acompanhamento em tempo real dos batimentos cardíacos, a fim de melhorar os cuidados.

Porém, é preciso saber como colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca, já que esse procedimento pode ser necessário em várias situações, geralmente durante a internação hospitalar. 

Um paciente em cirurgia, em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), pronto-socorro e uma série de outras situações mais delicadas pode precisar dessa intervenção.

A monitorização cardíaca está diretamente ligada com o eletrocardiograma, nome dado ao exame que avalia as atividades elétricas do coração. A diferença é que, enquanto o ECG é realizado de maneira pontual e fechada, ela é contínua e em tempo real.

Nos dois casos, o monitoramento das atividades elétricas do coração é feito por meio de um equipamento chamado de eletrocardiógrafo. Os seus sensores, denominados eletrodos, são colocados em partes do corpo do paciente, a fim de realizar a aferição dos batimentos.

Mas como fazer esse procedimento de forma correta, já que se trata de um item tão importante durante um tratamento médico? É isso que vamos explicar em detalhes nesse texto!

6 dúvidas sobre como colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca

Considerando a presença do eletrocardiógrafo e dos eletrodos durante o procedimento, é importante que os profissionais de saúde saibam as maneiras corretas de lidar com esses instrumentos, a fim de que os cuidados hospitalares imediatos não sejam comprometidos.

Isso só é possível por meio de boas práticas. Para esse texto, nós selecionamos 6 importantes dicas que devem ser adotadas na hora de posicionar e monitorar os eletrodos na aferição das atividades elétricas do coração de um paciente sob observação. Vamos lá!

Onde são colocados os eletrodos?

Para saber como colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca é preciso começar falando sobre o básico.

Na realização de um eletrocardiograma, os eletrodos são dispostos em diferentes partes do corpo do paciente, o que se difere na monitorização cardíaca, pois nela, eles são colocados pela extensão do tórax.

A disposição dos eletrodos no tórax é feita o mais próximo possível dos membros do paciente.

Profissionais de saúde acostumados a realizar ECG devem estar atentos a essa diferença, considerando que os dois procedimentos, embora semelhantes, têm propósitos distintos.

Quais são os perigos de eletrodos colocados de maneira incorreta?

Ao colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca, o profissional responsável precisa estar ciente da importância do correto posicionamento do equipamento. No ECG, esse erro pode ocasionar exames com resultados incorretos, mas a gravidade é ainda maior aqui.

Uma monitorização errada pode levar a fatalidades!

Considerando a importância do procedimento como ferramenta de observação da atividade cardíaca em tempo real, qualquer minuto desperdiçado tem consequências. Fique atento!

Qual é o papel dos eletrodos?

Como já falamos anteriormente, os sensores são responsáveis por medir as atividades elétricas do coração, mas o seu funcionamento é um pouco mais complexo. Na prática, cada um deles está associado com uma parte do músculo cardíaco, como partes de um todo e por isso é tão importante saber como colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca.

Normalmente, 10 eletrodos são utilizados nesse procedimento, com cada um deles cumprindo um papel igualmente importante.

Enquanto no ECG, os das extremidades são chamados de periféricos, os do tórax são os eletrodos precordiais.

Como saber onde colocar os eletrodos precordiais?

Também chamados de eletrodos torácicos, eles recebem nomes de V1 a V6 e ficam em locais específicos do tronco.

O posicionamento correto deles está associado a um bom conhecimento dos ossos.

Compreender as posições torácicas apontadas por termos como “espaço intercostal“, “esterno“, “hemiclavicular” e “linha axilar” requer dedicação e é algo primordial para colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca de forma correta.

Quais são os diferentes tipos de monitorização cardíaca?

Quando falamos sobre como colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca, é válido informar que este procedimento pode ser dividido em alguns “tipos”, de acordo com os objetivos médicos. Apesar de servirem a finalidades diferenciadas, todos compartilham a importância de se usar corretamente os sensores.

Entre as modalidades de monitorização cardíaca, podemos citar a não invasiva, invasiva, em UTI e contínua. O tipo correto em uma situação deve ser determinado pelo médico responsável pela sua realização, de acordo com diagnósticos.

Quais são os procedimentos para colocação dos eletrodos?

Independentemente do tipo de monitorização, alguns cuidados precisam ser tomados.

Eles estão de acordo com normas da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e garantem o sucesso do procedimento, incluindo a forma correta de colocar eletrodos no paciente.

É preciso realizar a higienização das mãos, organizar os materiais, verificar se está tudo de acordo com o eletrocardiógrafo e os eletrodos e, por fim, posicioná-los no tórax do paciente. Passos adicionais podem ser aplicados, de acordo com a situação e instruções médicas.

Por fim, vale mencionar que existem dois principais protocolos de monitorização cardíaca, chamados de Padrão AHA (American Heart Association) e Padrão IEC (International Electrotechnical Commission). Atualmente, os dois são usados nos eletrocardiógrafos.

A importância de saber como colocar eletrodos no paciente para monitorização cardíaca vem de mãos dadas com a frequência da realização desse procedimento nos hospitais. Como consequência, é impreterível que profissionais de saúde possuam cuidados e instruções.

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