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O que é arritmia supraventricular isolada?

O que é arritmia supraventricular isolada

Se você é da área médica, já sabe que é natural que o nosso coração acelere de acordo com algumas atividades ou situações. O que não é normal é notar alterações dessa natureza quando o corpo está em momentos de repouso. Por isso, é importante saber o que é arritmia supraventricular isolada.

Também conhecida pelo nome de extrassístole atrial, essa é a condição na qual se observam alterações no ritmo cardíaco de um paciente. Sem exceção, essas oscilações têm relação com os átrios do coração ou com o nódulo atrioventricular.

O termo se refere a um grupo de arritmias na parte de cima do coração. Elas se diferenciam das arritmias ventriculares devido a parte do órgão que é afetada, com estas segundas associadas aos ventrículos.

Em todos os casos, atinge-se o circuito elétrico do coração. Sendo assim, é importante que qualquer médico entenda mais sobre esse tema e hoje vamos abordar aqui com detalhes.

Entenda o que é arritmia supraventricular isolada e quais são os tipos?

Quando falamos sobre essa condição, nós estamos nos referindo a vários tipos de arritmia. Os cinco principais são:

  • Fibrilação atrial;
  • Taquicardia por reentrada nodal;
  • Taquicardia atrioventricular;
  • Flutter atrial;
  • Taquicardia atrial.

A fibrilação atrial é a mais frequente, consistindo na irregularidade e rapidez do ritmo atrial. A taquicardia por reentrada nodal é similar, mas acomete mais mulheres do que homens.

O oposto ocorre na taquicardia atrioventricular, onde homens são os pacientes mais comuns.

Já conseguiu perceber que não adianta saber o que é arritmia supraventricular isolada sem entender melhor sobre os seus tipos, não é?

O flutter atrial também se associa aos batimentos rápidos. Por fim, existe a taquicardia atrial, a qual se inicia em qualquer um dos átrios, sem depender da junção atrioventricular.

Em todos os casos, as condições compartilham sintomas, danos ao organismo e possíveis tratamentos.

Quais são os sintomas?

Para entender melhor o que é arritmia supraventricular isolada, é necessário saber como identificá-la.

Os sintomas dependem do seu tipo, variando em características e intensidade. Na verdade, muitos casos são assintomáticos, sendo descobertos apenas de maneira incidental durante a realização de exames não-associados com a condição.

Alguns sintomas comuns incluem desconforto torácico, desmaios, dores no peito, edema agudo no pulmão, fadiga, falta de ar, irregularidades de pulso, isquemia, palpitações, sensação de falha no peito e tontura. Naturalmente, nem todos aparecem.

A principal característica da arritmia supraventricular, a palpitação, que pode durar de alguns minutos até algumas horas. Apesar de os sintomas serem benignos na maioria dos casos, é muito importante a intervenção de um médico, já que crises graves podem levar a uma morte súbita.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de arritmia supraventricular isolada é feito mais comumente por meio de eletrocardiogramas, ecocardiogramas e testes ergométricos. Algumas vezes, a condição não é detectada de imediato, necessitando a realização de testes de esforço e Holter 24 horas.

Acima de tudo, é importante que os médicos considerem o histórico clínico do paciente, bem como consultem valores de referência relacionados aos batimentos cardíacos, de acordo com a idade.

Problemas cardíacos prévios pedem um acompanhamento médico mais próximo e por isso é essencial saber o que é arritmia supraventricular isolada e se aprofundar mais sobre o tema para fazer o diagnóstico correto.

Quais são as causas?

Assim como os sintomas, as causas de uma arritmia supraventricular variam bastante. Alguns dos principais fatores de risco incluem disfunção valvar, estresse emocional, hipertensão, ingestão de bebidas alcoólicas e drogas estimulantes, microcardiopatia e privação de sono.

Fatores genéticos também têm relação com o aparecimento da condição. Além disso, outros diagnósticos, como doenças da tireoide, problemas cardíacos e cardiovasculares (como infarto ou derrame) e a Síndrome de Wolff-Parkinson-White podem estar associados.

É importante notar que a condição pode aparecer em pacientes de qualquer idade, desde bebês até idosos. Ao mesmo tempo em que pacientes cardiopatas podem ser acometidos, o mesmo vale para aqueles sem nenhuma doença do coração. Por conta disso, vale a atenção.

Quais são os riscos?

Na maioria das vezes, a arritmia supraventricular isolada tem um prognóstico benigno, sem a necessidade de maiores cuidados, especialmente em pessoas que não possuem qualquer tipo de doença cardíaca prévia. Os riscos são baixos, mas a doença é imprevisível.

Nos casos em que ocorrem maiores danos, podemos mencionar eventos tromboembólicos (como o AVC), acidente vascular encefálico e o excesso de esforço do coração, o que leva ao enfraquecimento dos batimentos e um quadro de insuficiência cardíaca grave.

Nas situações em que a arritmia supraventricular isolada desencadeia outras condições, os riscos não devem ser ignorados. Um acidente vascular encefálico, por exemplo, pode levar ao óbito de um paciente. Tudo isso, é claro, depende de cada organismo acometido.

Como é feito o tratamento?

Algumas das principais opções de tratamento para a arritmia supraventricular são a ablação por cateter, cardioversão, manobra vagal, manobra de valsalva, mudanças nos hábitos de vida cotidianos, colocação de marcapasso e utilização de remédios, entre diversos outros.

Apesar de tudo isso, a maioria dos casos não requer tratamento, considerando o aspecto benigno da condição. Apesar disso, é importante reforçar que cada diagnóstico é único, de modo que as indicações de tratamento devem ser consideradas pelo cardiologista.

A arritmia supraventricular isolada é uma condição que afeta consideravelmente a qualidade de vida de uma pessoa. Dessa forma, cabe aos profissionais um diagnóstico eficiente, a fim de que medidas possam ser tomadas para prevenir condições mais graves.

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Depois de descobrir o que é arritmia supraventricular isolada, queremos convidá-lo a ler também sobre as síndromes hipertensivas da gestação.

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