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O que são erupções cutâneas?

O que são erupções cutâneas

Com o cenário mundial pandêmico vivido nos últimos anos, alguns sintomas ficaram em evidência. Tosses, espirros e dores no corpo, por exemplo, se tornaram sinais preocupantes, o que levou os profissionais da saúde a redobrar suas atenções a eles e também a ficar atento a sintomas secundários, como as erupções cutâneas.

Mesmo quando uma coisa não é imediatamente incômoda, isso não significa que ela seja inofensiva. De uma forma ou de outra, o corpo tenta avisar sobre algo que não está funcionando corretamente.

É exatamente a partir desse pensamento que os profissionais de saúde precisam ter amplo conhecimento sobre o que são erupções cutâneas. De imediato, elas se apresentam como algo cotidiano, comumente associado com alergias. Esse é o quadro mais frequente, mas é importante compreender o que vai além do óbvio.

Nesse texto nós vamos falar um pouco sobre essas manifestações dermatológicas tão comuns, explorando seus sintomas e características próprias, meios de se fazer um bom diagnóstico, possíveis causas e quais são as possibilidades de tratamento e prevenção.

Veja também: Quais são os 4 tipos de hipersensibilidade?

Entenda o que são erupções cutâneas e quais os seus sintomas

Elas são caracterizadas, primariamente, por alterações na pele, nas quais se observam mudanças na cor ou na textura. Os sintomas mais frequentes relatados são a vermelhidão e a inflamação, com aspectos secundários variáveis em gravidade e desconforto.

Nos locais onde se observam as erupções, a pele do paciente pode ficar irritada, quente, rachada, seca e até mesmo com bolhas. Dores podem ou não existir. O problema pode surgir em uma área específica (como um braço) ou por todo o corpo.

Para entender o que são erupções cutâneas é importante mencionar que elas são frequentemente temporárias, isto é, desaparecem com o tempo, mesmo sem tratamento. Elas raramente são indícios de patologias mais graves, podendo ser uma reação local ou um sinal de um distúrbio maior que está afetando todo o organismo.

Considerando as situações em que as erupções cutâneas são um sinal de uma condição subjacente, se torna imprescindível detectar outros sintomas, caso eles estejam presentes. Informações dessa natureza contribuem para que o diagnóstico médico seja mais adequado.

Como é feito o diagnóstico das erupções cutâneas

Depois de entender o que são erupções cutâneas, você deve ficar atento ao diagnóstico e o primeiro passo, nesse caso, é a observação. É por meio da distribuição e aparência dos sintomas dermatológicos que é possível estabelecer possíveis e prováveis causas a serem investigadas em exames.

Como mencionado anteriormente, sintomas concomitantes também podem ter relação. Além disso, saber hábitos cotidianos do paciente (como o contato com alguns tipos de produtos) pode ajudar no diagnóstico, nos casos em que as erupções cutâneas são respostas a agentes externos.

Caso um diagnóstico não seja conclusivo a partir da observação clínica e da anamnese, outros estudos podem ser pedidos. Dentre eles, podemos mencionar biópsias da pele, exames de sangue, testes de alergia e raspagens, de acordo com os sintomas apresentados.

O diagnóstico das erupções cutâneas pode ser feito por clínicos gerais, caso os sintomas sejam superficiais e facilmente identificados. No caso de situações mais complexas, o paciente deve ser encaminhado para profissionais especializados em dermatologia.

Quais são as causas das erupções cutâneas?

As causas ficam mais fáceis de identificar quando se sabe o que são erupções cutâneas porque elas podem ser múltiplas, entre fatores externos ao corpo e aqueles diretamente associados com patologias no organismo.

Aspectos como o cansaço, a idade, o estresse e condições meteorológicas podem estar no cerne do problema dermatológico.

No caso das erupções simples, chamadas de “dermatites“, as causas são o contato direto da pele com um agente externo que provoca os sintomas. Dentre eles podemos mencionar produtos químicos, de higiene ou plantas, de acordo com cada organismo.

Doenças infecciosas, reações alérgicas, picadas de insetos e maus hábitos de higiene também podem resultar em erupções cutâneas. O mesmo vale para patologias como lúpus eritematoso e artrite reumatoide. Todos esses são fatores subjacentes aos sintomas.

Apesar de essas serem as principais causas, elas não são as únicas. As possibilidades são praticamente infinitas, o que aumenta ainda mais a importância de uma correta investigação por meio da anamnese, a qual reduz consideravelmente as hipóteses.

Como tratar as erupções cutâneas?

No caso de erupções cutâneas cuja causa é conhecida pelo paciente, cuidados caseiros podem ser suficientes para aliviar o desconforto e a irritação. O principal deles, em situações de sintomas causados por agentes externos, é o afastamento das substâncias irritantes.

Também recomenda-se evitar esfregar a pele e não deixar a área afetada entrar em contato com cosméticos que possam piorar os sintomas. A higiene deve ser mantida, mas com o mínimo de interferência de produtos químicos possível. O local afetado não deve ser abafado.

Estar com a vacinação em dia ajuda a prevenir erupções cutâneas. Mesmo nos casos em que as causas são conhecidas, podem ser indicados tratamentos com cremes ou medicamentos que aliviam os sinais. Cirurgias dermatológicas raramente são necessárias.

Além disso, considerando a presença das erupções em associação com patologias subjacentes, estas também devem ser tratadas. Com a melhoria da causa primária, a tendência é que os sintomas diminuam ou sejam eliminados, trazendo alívio ao paciente.

Por fim, é importante estar atento ao quadro clínico geral do paciente. Embora elas não sejam sintomas de patologias mais sérias, na maioria das vezes, um diagnóstico completo considera o todo, mesmo características que não pareçam associadas.

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Após aprender o que são erupções cutâneas, veja aqui mais detalhes sobre os planos de delimitação do corpo humano e as principais funções do sistema endócrino.

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