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Protocolo para realização de ECG

Protocolo para realização de ECG

Na hora de realizar diagnósticos e sugerir possibilidades de tratamentos e curas, os exames médicos são os melhores amigos dos profissionais que trabalham com a saúde humana. É com a ajuda deles que situações do corpo podem ser identificadas em detalhes.

Além disso, os exames médicos costumam ter importância multidisciplinar. Embora costumem se focar em um único aspecto do corpo humano, a sua realização contribui para diagnósticos (e eliminação de possibilidades de patologias) envolvendo todo o organismo.

Considerando tudo isso, o eletrocardiograma tem papel vital que vai muito além da especialidade à qual está associado. Por meio desse exame, médicos de diferentes áreas podem perceber sinais que indicam a necessidade de investigações mais profundas ou até chegar a conclusões sobre uma determinada suspeita.

Por conta da complexidade deste exame, reunimos aqui algumas informações importantes sobre ele e o protocolo para realização de ECG, incluindo as orientações que devem ser repassadas aos pacientes, os erros mais comuns (e como não cometê-los) e as orientações gerais sobre a realização do exame. Boa leitura!

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Quais são os objetivos do ECG?

“ECG” é a sigla para eletrocardiograma. O exame também recebe o nome de “eletrocardiografia” e é realizado utilizando um aparelho chamado “eletrocardiógrafo”. Como os nomes sugerem, essa avaliação está diretamente relacionada com os estudos do coração.

O ECG costuma ser pedido por diferentes motivos para verificar a atividade do coração. Apesar de ser um exame associado com a Cardiologia, médicos de todas as áreas podem solicitá-lo, especialmente para a realização de pré-operatório ou diagnósticos gerais.

O resultado das atividades do coração verificadas pelo ECG é uma reprodução gráfica. Essa avaliação existe de forma impressa ou digital e permite que médicos especialistas façam um diagnóstico sobre a normalidade (ou não) dos batimentos cardíacos de um paciente.

Quando pedido por cardiologistas, o objetivo é tentar identificar doenças cardíacas. Nesses e em outras situações, a sua realização pode ser única ou regular. No segundo caso, o objetivo é verificar se houve alteração entre os períodos de avaliação das atividades do coração.

Como o ECG é realizado?

O ECG dura entre 5 e 10 minutos e não causa qualquer desconforto físico ao indivíduo. Quando realizado corretamente, o resultado fica pronto de imediato e pode ser recebido pelo paciente ou outros médicos, tanto de forma física (impresso) quanto eletronicamente.

Além disso, o ECG pode ser feito por diferentes profissionais de saúde, como enfermeiros, por exemplo, desde que eles sejam corretamente instruídos. Apesar disso, apenas cardiologistas podem oferecer um diagnóstico do que foi observado no exame final.

Por fim, é interessante contar que o eletrocardiograma existe em três tipos:

  • Eletrocardiograma de repouso (mais comum);
  • Ergométrico (também chamado de “eletrocardiograma de esforço”);
  • Holler (o qual dura o período de 24h corridas).

Conheça o protocolo para realização de ECG

Apesar de ser um exame simples e recorrente, é importante que profissionais conheçam os protocolos para a realização de um ECG. Isso inclui não somente a maneira correta de fazê-lo, como os erros que não podem ser cometidos por quem o está fazendo.

Com relação ao paciente

Existe um protocolo para realização de ECG que envolve a notificação do paciente. Assim que um exame é pedido, é recomendado avisá-lo que ele não precisa se preparar previamente. A tranquilidade dispensa a necessidade de acompanhantes, exceto para aqueles que ainda sejam menores de idade.

Deve ser indicado que o paciente chegue com pelo menos 10 minutos de antecedência, a fim de evitar atrasos. Obstruções no tórax (como correntes, pelos corporais ou sutiãs que possuam arame) devem ser evitados. O mesmo vale para brincos, zíperes e piercings.

O paciente será deitado em uma maca na sala de exame e os eletrodos serão fixados ao seu tórax, punho e tornozelos. Naturalmente, esses fios estarão conectados ao eletrocardiógrafo, permitindo o aferimento da atividade cardíaca.

Orientações gerais sobre o eletrocardiograma

O protocolo para realização de ECG recomenda que o profissional responsável instrua o paciente que chega para o exame antes, durante e depois de todas as etapas. Isso começa com a recepção, onde a pessoa deve ser tranquilizada, a fim de que não fique especialmente nervosa para o procedimento.

O conforto do paciente é muito importante para a realização do ECG, tanto de maneira física quanto psicológica. O profissional irá identificar-se, observar a prescrição do médico e checar o nome do avaliado. Essas etapas são necessárias e não devem ser subestimadas.

Em seguida, deve-se preparar o material e lavar as mãos, além de limpar os locais onde serão colocados os eletrodos com álcool, a fim de facilitar a aderência. Ao fim do procedimento, as áreas onde os fios estiveram devem ser limpas e o ambiente deve ficar em ordem.

Devem ser descartados os materiais utilizados e realizada a limpeza do eletrocardiógrafo, guardando-o nos locais corretos. O paciente deve ser informado dos prazos relacionados com a impressão do exame e/ou com o diagnóstico do médico cardiologista.

Erros comuns ao fazer o ECG

Entre as falhas mais comuns durante a realização do ECG estão deixar o filtro desligado, má manutenção, ausência do canal e eletrodos mal posicionados ou com posição trocada no paciente. Todos esses equívocos causam alterações nos resultados finais do exame.

Evitar interferências deve ser uma preocupação, já que qualquer tipo de ruído pode impedir que os resultados saiam corretamente. Como consequência, problemas graves podem acabar sendo mascarados, o que traz prejuízos imensuráveis à saúde do paciente.

Por isso, tenha ciência sobre a necessidade da adoção do protocolo para realização de ECG e invista em novos treinamentos. Isso vai ajudá-lo a se destacar na sua área de atuação!

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Depois de aprender o protocolo para realização de ECG, leia também:

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