
Este é um pequeno dispositivo implantado sob a pele cuja função é enviar pulsos elétricos para controlar os batimentos do coração lesionado. Ainda que bastante comum, seu uso ainda gera dúvidas. Por exemplo, o paciente com marca-passo pode fazer tomografia?
O uso do marca-passo acompanha o envelhecimento da população e o surgimento de doenças cardíacas associadas. Ao mesmo tempo, a área médica desenvolve novos estudos, aprimora o conhecimento e oferece uma série de novos tratamentos para preservar a saúde dos pacientes.
Algumas situações podem necessitar de um exame magnético, como são os casos das tomografias e das ressonâncias. Contudo, estes estariam disponíveis para todos, sem nenhuma restrição?
Para ajudá-lo a relembrar o tema, muito comum na especialização médica em cardiologia, reunimos diversas informações sobre o aparelho neste conteúdo criado pelo Centro de Desenvolvimento em Medicina (CDM). Boa leitura!
O marca-passo serve para tratar taquiarritmias, ou seja, alterações que aceleram o coração, e também bradiarritmias, que diminuem a frequência cardíaca. Há, ainda, os aparelhos ressincronizadores, cuja função é corrigir falhas no sincronismo da contratilidade cardíaca. Outra função importante é detectar e tratar arritmias e, assim, prevenir a morte súbita.
A implantação do marca-passo se dá no interior da cavidade torácica. O aparelho é pequeno e, graças às novas tecnologias, ele é seguro e dotado de recursos modernos para garantir o correto funcionamento. Em seguida, são realizados estudos de eletrocardiograma para análise e restabelecimento da saúde do paciente.
Rodeado de dúvidas e questionamentos, bem como mitos e verdades, o uso do marca-passo deve ser bem compreendido pelos profissionais da área médica para que eles possam responder às perguntas que surgem, inclusive saber se paciente com marca-passo pode fazer tomografia ou não.
Abaixo vamos detalhar melhor essa questão. Confira!
Uma das dúvidas pertinentes ao uso do marca-passo permeia a realização do exame de tomografia. O temor é que o raio-x danifique o dispositivo, prejudique sua função, libere choques ou acelere o ritmo cardíaco. São mitos que devem ser esclarecidos, já que é possível fazer o exame sem problemas.
Até pouco tempo, de fato, paciente com marca-passo não podia fazer a tomografia computadorizada devido a recomendações para limitar a exposição a radiações. O temor acontecia por associação com a ressonância magnética, um dos exames que merecem ressalvas.
Então, não só a tomografia, como ecocardiograma, mamografia, raio-x e tomografia computadorizada podem ser feitos sem alarme.
Assim que o paciente tiver o marca-passo implantado, o profissional precisa orientar quanto a realização desse tipo de exame. Nem todos os aparelhos permitem a realização de ressonância magnética, uma vez que o funcionamento do dispositivo pode sofrer interferências pela máquina.
Alguns aparelhos, entretanto, permitem que o exame seja feito. São os chamados marca-passos condicionados que, horas antes da ressonância, são devidamente programados. Porém, a devida orientação e acompanhamento do cardiologista são essenciais nestes casos.
Os efeitos adversos provocados pela ressonância magnética em pacientes com marca-passo incluem indução da arritmia, aumento dos limiares de estimulação e aquecimento. Os fatores que provocam tais situações são o campo magnético, gradiente e a radiofrequência.
Nestes casos, o exame é contraindicado em pacientes com os seguintes aparelhos:
Como a medicina está em constante evolução, é imprescindível que o cardiologista participe de congressos e outros eventos para ficar sempre atualizado acerca de novos tratamentos ou situações adversas que podem ser relatados por outros profissionais. Isso o ajudará a promover o bem-estar e a manutenção da saúde dos pacientes.
Se você é um técnico ou enfermeiro e tem dúvidas se um paciente com marca-passo pode fazer tomografia, nosso conselho é que busque orientações com o cardiologista dele. Ele é a melhor fonte para apoiá-lo!
Após a implantação do marca-passo, forneça a carteirinha ao paciente com as informações sobre o aparelho, fabricante e seu contato. Trata-se do documento de identificação do portador. Ele precisa mantê-lo na carteira!
De modo geral, o paciente com marca-passo pode levar uma vida normal. Porém, é preciso desmistificar algumas informações e transmitir procedimentos detalhados sobre o que a pessoa pode ou não fazer.
O que o paciente com marca-passo deve evitar:
O paciente com marca-passo pode fazer tomografia e demais exames que envolvam raios-x. A única observação se relaciona à ressonância magnética, em especial, a nuclear e a bioimpedância, devido a interferências sérias em seu funcionamento.
Para você que é da área da cardiologia, gostaríamos de convidá-lo a conhecer o curso Eletrocardiograma Avançado, criado pelo CDM. Desenvolvido pela especialista Márcia Cristina, o treinamento orienta sobre possíveis alterações no ECG e no correto diagnóstico de cardiopatias.
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Além de eliminar a dúvida se o paciente com marca-passo pode fazer tomografia ou não, nós também já falamos aqui sobre o que são as CIDs de doenças e orientamos como fazer um ECG.
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