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Tratamentos para Síndrome de HELLP: hipertensão na gravidez

Tratamentos para síndrome de HELLP

O período gestacional requer um acompanhamento constante da mãe e do desenvolvimento do feto para garantir que ambos tenham as melhores condições de saúde. Pacientes hipertensas podem exigir uma atenção especial!

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 0,4% das gestantes podem apresentar os sintomas da Síndrome de HELLP, sigla que se significa:

  • H de hemólise (hemolytic anemia);
  • EL enzimas hepáticas (elevated liver enzymes);
  • LP baixa contagem de plaquetas (low platelet count).

Estudos indicam que esta síndrome esteja associada a problemas como doenças hipertensivas específicas da gravidez (DHEG), eclâmpsia, pré-eclâmpsia, e, por sua alta complexidade, o problema exige um acompanhamento constante da saúde da gestante, o que pode levar, inclusive, a antecipação do parto.

Neste artigo vamos apresentar alguns dos tratamentos para Síndrome de HELLP mais usados por especialistas na área. Sugerimos ainda que você busque cursos de capacitação e atualização, além de checar a CID de doenças da OMS para se informar sobre novos procedimentos adotados em outras regiões do planeta, estudos e demais informações.

O que é a Síndrome de HELLP?

HELLP é a sigla que referencia “hemólise, enzimas hepáticas elevadas e baixa contagem de plaquetas” (do inglês “Hemolysis, Elevated Liver enzymes and Low Platelets”). Ela é uma complicação rara e potencialmente fatal que ocorre durante a gravidez.

Antes de indicar possíveis tratamentos para Síndrome de HELLP, o médico precisa avaliar o histórico da paciente, inclusive para saber se ela tem hipertensão crônica ou passa por um problema exclusivo da gravidez. A situação é grave, o que exige acompanhamento constante, já que quando existem alterações metabólicas podem provocar falência hepática e renal.

Quais são os sintomas de HELLP?

Na Síndrome de HELLP, a gestante tem a pressão arterial elevada, o que pode ser percebido por volta da 34ª semana de gravidez (último trimestre) ou logo após o nascimento do bebê. Como o nome sugere, hemólise e baixa contagem de plaquetas também acontecem.

Os sintomas mais comuns da Síndrome de HELLP incluem cansaço, náuseas, dor de cabeça, dor de barriga, retenção de líquidos (o que causa inchaço do corpo), visão turva, hemorragias nasais e até mesmo crises de epilepsia. Esses sinais por si só já causam diversas complicações à puérpera.

Embora frequentes, nem todos os sinais descritos acima estão presentes nas pacientes com a síndrome. Além disso, outros menos comuns (como dor no ombro e falta de ar) também podem ocorrer.

Principais causas da Síndrome de HELLP

A causa exata do aparecimento da Síndrome de HELLP não é conhecida na literatura médica. Estudos clínicos apontam que fatores de risco conhecidos incluem pré-eclâmpsia, idade materna elevada (mais de 35 anos) e ter tido a mesma complicação em gestações anteriores.

Obesidade, pressão alta, diabetes, doença renal e ser de etnia caucasiana também parecem estar relacionados com o surgimento da síndrome. Apesar desses fatores contribuírem, é importante que o obstetra não foque exclusivamente a eles.

Por não existirem causas exatas, é impossível adotar um tratamento preventivo para evitar o surgimento da Síndrome de HELLP. Contudo, a sua ocorrência exigirá um acompanhamento constante da equipe médica para preservar a vida e a saúde da mulher e do bebê.

Como é feito o diagnóstico?

O obstetra deve, desde o primeiro contato com a gestante, realizar uma anamnese para avaliar qualquer alteração na saúde da mulher a partir das percepções dela. Em seguida, o profissional deve solicitar estudos de sangue para detectar possíveis anomalias e que podem apontar a existência de alguma condição anormal.

O especialista na saúde da gestante também deve, constantemente, avaliar a pressão arterial da grávida e a presença de proteínas em sua urina, que podem ajudar a diagnosticar o problema em seu estágio inicial. Relacionar os sinais com o problema pode ser um desafio, então é importante que o obstetra esteja atento.

Este problema oferece riscos para a vida da gestante e do bebê, então o diagnóstico precoce é crucial. Quanto antes a condição for descoberta, mais cedo os tratamentos para síndrome de HELLP podem ser indicados.

Complicações

Quando não tratada, a Síndrome de HELLP possui uma alta taxa de mortalidade tanto da gestante quanto do feto. Isso acontece por conta das consequências da condição, as quais estão relacionadas com o sistema arterial.

A gestante pode sofrer de coagulação intravascular, descolamento da placenta, infecção generalizada, insuficiência renal, hemorragia cerebral, trombose e ruptura do fígado, entre outros. Para o bebê, a restrição do crescimento é uma das possibilidades.

Tratamentos para Síndrome de HELLP: quais são as opções?

Como falamos na abertura deste artigo, é imprescindível que o obstetra esteja em constante atualização, já que as doenças e procedimentos médicos evoluem diariamente. Com isso, além das opções de tratamento para Síndrome de HELLP que apresentamos abaixo, novos podem surgir e ele precisa incorporá-los em seus atendimentos.

Quando o diagnóstico é feito via exames clínicos e laboratoriais, uma das opções de podem ser a interrupção imediata da gestação, independente da fase. Por ser uma situação grave, essa medida extrema pode ser adotada pelo obstetra para preservar a saúde da mãe, já que o feto pode não sobreviver às alterações do organismo.

Outra opção de tratamento é a internação da gestante em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para que a equipe médica tenha um monitoramento constante da saúde da paciente.

O tratamento para Síndrome de HELLP passa por duas etapas: lidar com os sintomas e com a causa.

Para os sintomas, os tratamentos são múltiplos, de acordo com o que é apresentado pela gestante. Neste momento, o objetivo é priorizar o bem-estar e conforto da paciente.

Os passos do tratamento para Síndrome de HELLP relacionados com a causa dependem do ponto em que a gravidez está. Após o terceiro trimestre, o mais indicado é o parto precoce, já que os prejuízos de manter o bebê na barriga são maiores do que os de um nascimento prematuro.

Para gestações que estejam antes da 34ª semana podem ser indicados tratamentos com injeção de corticoides para acelerar o desenvolvimento dos pulmões do feto e possibilitar o parto prematuro. Após o nascimento, o bebê é mantido sob internação e recebe os cuidados necessários.

Em casos raros em que a síndrome seja detectada em etapas muito primárias da gravidez, o interrompimento pode ser a única possibilidade. Nesse ponto, o obstetra precisa orientar o acompanhamento e apoio psicológico para evitar maiores prejuízos emocionais a paciente.

O Ministério da Saúde estima que 15% das mulheres brasileiras sofrem de hipertensão. Como o problema pode ser potencializado em casos de pré-eclâmpsia, é necessário que o obstetra invista em treinamentos e especializações médicas para que consiga identificar e oferecer o melhor tratamento para a Síndrome de HELLP.

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